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A NBR 12188 e os gases medicinais

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é o órgão responsável por determinar medidas essenciais no uso de alguns serviços. Um bom exemplo que podemos citar é a instalação de redes de gases medicinais para hospitais e outros estabelecimentos que lidam com pacientes. Ademais, para cada setor, há normas específicas. Nesse caso, podemos aplicar a NBR 12188.

A Norma engloba diversos componentes relacionados ao sistema, e determina as características necessárias para que cada um funcione de maneira correta. Características como vazão, pressão, materiais e componentes necessários, estão discriminadas na norma, bem como suas formas de utilização.

Quer entender melhor a NBR 12188? Acompanhe abaixo nosso resumo sobre suas determinações.

NBR 12188

O que determina a NBR 12188, em termos gerais?

A NBR 12188 versa sobre a central de gases medicinais. Muitos são os gases medicinais e suas funções são fundamentais para a manutenção da saúde de pacientes internados. Aliás, o oxigênio, do qual provém a possibilidade de uma respiração artificial, o nitrogênio utilizado em anestesias e o vácuo hospitalar, que ajuda na sucção de fluidos são somente alguns exemplos.

O sistema de gases medicinais é composto por uma central de gases, onde se armazena os fluídos, dutos por onde fluem até os pacientes em tratamento e uma régua de gases, que é de onde saem as mangueiras que permitem a sua utilização. Dessa forma, é importante seguir corretamente às normas de identificação e segurança.

Que partes do sistema estão descritas na norma?

Existem algumas partes do sistema que constam em norma, dentre as quais podemos citar:

Central de suprimentos

A central deve contar com suprimentos primários e reserva, estimado em cerca de 150% do consumo efetivo médio por período. A regulagem do suprimento primário é para fornecimento constante, enquanto o reserva possui um comando que se aciona somente em caso de falta do primeiro. Não se permite manter cilindros cheios ou vazios de materiais inflamáveis.

É necessário afixar corretamente os cilindros para evitar acidentes e construir a central em espaços longe de inflamáveis e possíveis fontes de energia. Além disso, a válvula reguladora, a válvula de bloqueio e a válvula de alívio são componentes fundamentais para a manutenção da pressão do sistema.

Outra questão importante é que é preciso instalar o tanque criogênico da central em um local acima do solo, que seja acessível a veículos de abastecimento. Além disso, caso seja necessário instalá-lo em espaço confinado, é importante que haja ventilação no ambiente. Manter os suprimentos sempre nos níveis indicados também é medida essencial.

Central de vácuo

A central de vácuo também precisa de suprimentos. Sua pressão precisa estar abaixo da pressão atmosférica. Além disso, como trata-se de um sistema que entra em contato com fluidos do corpo do paciente, muitas vezes contaminado, é necessário usar filtros bacteriológicos para evitar que os profissionais se contaminem.

Além disso, é necessário observar para que o sistema de drenagem e limpeza esteja em perfeito funcionamento. Também, é importante a presença de um sistema para casos de emergência, composto basicamente por aspirador elétrico ou bomba de vácuo portátil.

Rede de distribuição

A rede de distribuição de gases medicinais, composta pelos dutos pelos quais fluem as substâncias precisa constar no projeto. Aliás, talvez essa seja a parte mais importante do mesmo. É preciso calcular o seu dimensionamento, a pressão de trabalho e todo o caminho que o gás vai percorrer desde a central até a régua presente em cada unidade de tratamento.

Os dutos devem ser construídos em cobre ou aço inoxidável e manter a distância de outros componentes do hospital (ou mesmo entre um duto e outro), respeitando o descrito. As características de aterramento, caso necessário, o material das válvulas e conexões e a localização também são itens presentes na NBR 12188.

Válvulas e acessórios

A válvula de seção serve para situações de emergência e, portanto, devem ficar em locais acessíveis, para que o fechamento possa ser imediato sempre que necessário. Também é importante que o local onde elas ficam seja livre de possíveis riscos e danos.

Em síntese, cada posto de utilização dos gases medicinais deve seguir às normas específicas para esse componente, de modo que vedação e proteção sejam asseguradas. A altura, a distância e os possíveis avisos de segurança dispostos em lei precisam ser respeitados à risca. Um bom exemplo é a inscrição: “Não use óleo”.

Alarme e monitoração

O alarme operacional é aquele que indica quando o sistema deixa de receber o suprimento primário de gases. Ele deve ser identificado com etiqueta e localizar-se onde se possa visualizá-lo facilmente, já que estamos falando de uma peça que demanda constante observação para monitoramento.

Além disso, o alarme de emergência soa sempre que a pressão nos manômetros da rede atinge o mínimo indicado. Também precisa ser observado constantemente e o profissional responsável deve deter todas as medidas a se tomar caso ele entre em operação.

Como funcionam os testes para iniciar o uso do sistema?

Após a instalação, é necessário realizar um ensaio para comissionamento da instalação. Ademais, ele consiste em colocar um manômetro que fecha a entrada de ar medicinal e sujeitar cada componente a uma análise individual de pressão. Dessa forma, teste dura 24 horas e, caso haja perda de pressão nesse período, será necessário verificar todas as conexões, em busca de possíveis vazamentos.

Após a conclusão do ensaio, deve-se purgar todo o gás ainda existente no sistema para só então coloca-la em uso. Tais testes precisam de acompanhamento, além do engenheiro responsável pela instalação do sistema, por um profissional de saúde, que também assinará os laudos emitidos.

Conclusão

Em síntese, a NBR 12188 é um importante instrumento legal na instalação de um sistema de vácuo hospitalar. Para assegurar essa medida legal, é importante contratar uma empresa de engenharia especializada, que poderá desenvolver desde o projeto, até colocar o seu sistema em uso. Tudo isso com garantia de qualidade e segurança.

Uma empresa que oferece manutenções periódicas e serviço de assistência técnica disponível certamente tem um diferencial que você precisa levar em consideração na hora de escolher.

Quer entender melhor as normas e requisitos para a construção de um hospital? Então não deixe de ler também este artigo sobre o tema.

instalação conforme NR 12188

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